Há dias,
Em que à noite
Se procura Alguém,
E ninguém se encontra.
Em que as horas
São longas…
Infindas…
São momentos,
Que não se esquecem.
Dias…
De vida intensa.
De fortes emoções.
Em que estar só,
É enorme sofrimento.
Dias…
Em que à noite
Se encontra Alguém
Sem ninguém procurar.
Dias…
Em que à noite
Não se pode adormecer,
Para não esquecer,
De viver!
E amar!
Fátima Negrão, in “Pedaços”.
Edição de autor, 2007
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